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Le média passionné 100 % jiu-jitsu. Actualités, histoires & portraits du jiu-jitsu brésilien.

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Glossário BJJ: Todos os Termos do Jiu-Jitsu Brasileiro

A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z

Este glossário de JJB reúne mais de 120 termos essenciais do jiu-jitsu brasileiro, explicados de forma simples. Seja você iniciante ou competidor, vai encontrar aqui todo o vocabulário usado nos tatames, nas competições e no bjj-rules.com. Cada termo tem sua própria âncora: você pode apontar diretamente para uma definição (ex.: #butterfly-guard).

A.

Absoluto (open class) – a categoria sem limite de peso nas competições, onde todos os pesos se enfrentam. As medalhas no absoluto (como as de Marcelo Garcia no ADCC) têm um prestígio especial: é onde Davi encara Golias.

Academy (academia) – o termo usado para uma escola de jiu-jitsu brasileiro.

ADCC (Abu Dhabi Combat Club) – a competição de grappling no-gi mais prestigiada do mundo, realizada a cada dois anos. Vencê-la é considerado o auge da carreira de um grappler: Marcelo Garcia a venceu quatro vezes.

Advantage (vantagem) – meio ponto concedido em competição quando uma técnica quase pontuou mas não foi completada. Serve para desempatar os lutadores.

Americana – uma finalização que ataca o ombro girando o braço do adversário para fora. Geralmente a primeira chave de ombro ensinada aos iniciantes, a partir do side control ou da montada.

Anaconda choke – uma finalização que usa os braços para comprimir o pescoço do adversário pelo lado. Prima do darce choke, atacada muitas vezes contra um adversário de quatro apoios ou após um sprawl.

Ankle lock (chave de pé reta) – uma finalização que ataca o tornozelo por hiperextensão. É a primeira chave de perna permitida na IBJJF (desde a faixa branca).

Arm drag – puxar o braço do adversário através do corpo dele para chegar às costas ou criar um ângulo de ataque. Utilizável em pé ou no solo, é uma das armas registradas de Marcelo Garcia.

Arm triangle (triângulo de braço) – uma finalização que comprime o pescoço do adversário prendendo um dos braços dele contra a própria carótida.

Armbar (armlock) – uma finalização que hiperestende o cotovelo do adversário além do limite natural. Executável da guarda, da montada, das costas… uma das finalizações mais universais do grappling.

Ashi garami – o termo japonês para o entrelaçamento de pernas básico, ponto de partida da maioria dos ataques de leg lock. O praticante enrola as pernas em uma perna do adversário para controlá-la antes de atacar o pé ou o joelho.

B.

Back control (pegada das costas) – uma posição em que um lutador está atrás do adversário, com as pernas enganchadas em volta do corpo dele. Considerada a posição mais dominante do JJB, vale 4 pontos na IBJJF.

Back take – qualquer técnica usada para pegar as costas do adversário, a partir da guarda, da passagem ou dos quatro apoios.

Baratoplata – uma variação de chave de ombro popularizada por Rafael “Barata” Freitas, usando uma torção do braço do adversário.

Base – conceito fundamental do JJB: a estabilidade e o equilíbrio de um lutador, em pé ou no solo. Ter boa base é ser difícil de raspar ou desequilibrar.

Belt → veja Faixa.

Berimbolo – uma técnica para inverter sob o adversário e pegar as costas partindo da guarda De la Riva. Popularizada pelos irmãos Mendes e pelos irmãos Miyao.

Bicep slicer (esmagador de bíceps) – uma finalização de compressão no bíceps do adversário, geralmente usando a canela como fulcro. Proibida abaixo da faixa marrom na IBJJF.

BJJ – a abreviação de “Brazilian Jiu-Jitsu” (jiu-jitsu brasileiro). Na França, usa-se também JJB.

Body lock – um controle com os dois braços travados em volta do tronco ou do quadril do adversário. O body lock pass, popularizado por Gordon Ryan, virou uma das passagens dominantes do no-gi moderno.

Bottom player (guardeiro) – um lutador que prefere lutar por baixo, usando a guarda para raspar e atacar.

Bow and arrow choke (arco e flecha) – uma finalização executada das costas do adversário puxando a gola e a perna dele em direções opostas, como um arqueiro. Um dos estrangulamentos mais eficazes do JJB de kimono.

Bridge (ponte) – um movimento fundamental de empurrar o quadril para cima apoiando-se nos pés. Usado para escapar de posições de controle como a montada.

Buggy choke – um estrangulamento espetacular executado… por baixo do side control, enrolando a própria perna e o braço no pescoço do adversário. Popularizado no no-gi por Kade Ruotolo.

Butterfly guard (guarda borboleta / guarda de gancho) – uma guarda em que o lutador de baixo coloca os pés (ganchos) na parte interna das coxas do adversário. Excelente para raspagens e entradas em single leg X. Marcelo Garcia, “The King of the Butterfly Guard”, fez dela uma arma ofensiva temida no mais alto nível.

C.

Calf slicer (esmagador de panturrilha) – uma finalização de compressão na panturrilha do adversário, usando a canela como alavanca. Proibida abaixo da faixa marrom na IBJJF.

CFJJB (Confédération Française de Jiu-Jitsu Brésilien) – a organização que estrutura o JJB na França: competições nacionais, graduações e a seleção francesa.

Choke (estrangulamento) – uma finalização que comprime as vias respiratórias ou as artérias do pescoço do adversário. Distinguem-se os estrangulamentos sanguíneos (compressão das carótidas, apagamento rápido) e respiratórios (compressão da traqueia).

Clock choke (relógio) – uma finalização executada contra um adversário de quatro apoios, usando a gola do kimono para estrangular enquanto se gira em volta dele como o ponteiro de um relógio.

Closed guard (guarda fechada) – uma guarda em que as pernas do lutador de baixo estão cruzadas atrás das costas do adversário. A primeira guarda que se aprende no JJB, e uma posição de ataque perigosa em todos os níveis.

Collar grip (pegada na gola) – uma pegada na gola do kimono do adversário. Uma das pegadas mais importantes do jiu-jitsu de kimono, para controlar a postura e preparar estrangulamentos.

Crab ride – uma posição de controle moderna em que o atacante se prende às pernas do adversário por trás, como um caranguejo, para subir até as costas. Muito usada pela geração berimbolo e no no-gi.

Cross-collar choke (estrangulamento cruzado) – uma finalização usando a gola do kimono do adversário com as mãos cruzadas. Um dos estrangulamentos fundamentais do kimono, executável da guarda e da montada.

Crossface – uma técnica de controle que empurra o rosto do adversário com o antebraço para limitar seus movimentos e impedi-lo de virar.

Crucifixo – uma posição de controle que imobiliza os dois braços do adversário, um com as pernas e o outro com os braços. Abre várias finalizações com segurança.

D.

Darce choke – uma finalização que passa o braço do atacante sob o pescoço e a axila do adversário para comprimir as vias respiratórias. Espelho do anaconda choke, muito popular no no-gi.

Deep half guard – uma variação da meia-guarda em que o lutador de baixo mergulha fundo sob o centro de gravidade do adversário. Popular para raspagens, principalmente graças a Bernardo Faria.

De la Riva – uma guarda aberta em que o lutador de baixo enrola a perna na perna da frente do adversário controlando o tornozelo oposto. Batizada em homenagem a Ricardo De la Riva, é o ponto de partida do berimbolo.

Double leg (baiana) – uma queda em que o atacante agarra as duas pernas do adversário e o derruba. Herdada da luta olímpica, vale 2 pontos na IBJJF.

Drilling (repetição) – a repetição metódica de uma técnica para automatizá-la. Essencial para progredir: é a ponte entre entender um movimento e conseguir aplicá-lo no treino.

E.

Escape (fuga) – qualquer técnica para sair de uma posição ruim (montada, side control, costas…). A defesa é a fundação do jogo: ataca-se com liberdade quando se sabe escapar.

Estrangulamento → veja Choke.

Ezequiel – uma finalização que usa a manga do kimono ou o antebraço para estrangular o adversário. Executável de várias posições, inclusive por baixo da montada.

F.

Faixa (belt) – o símbolo do nível e da experiência de um praticante. Ordem adulta: branca, azul, roxa, marrom, preta — com até 4 graus por faixa. A progressão é lenta: em média 10 anos ou mais até a faixa preta.

Fifty-fifty (50/50) – uma posição simétrica em que cada lutador tem uma perna entrelaçada na do outro: os dois têm acesso aos mesmos ataques, daí o nome. Central no jogo de leg locks moderno, também criticada pelas fases de espera que pode gerar em competição.

Finalização → veja Submission.

Foot lock (chave de pé) – o termo genérico para as finalizações que atacam o pé e o tornozelo do adversário (chave reta, toe hold…).

Frame – um conceito defensivo fundamental: usar os braços e antebraços como vigas para criar espaço entre você e o adversário e impedir a pressão.

Front headlock – um controle da cabeça e de um braço do adversário pela frente, muitas vezes obtido após um sprawl. É a porta de entrada para a guilhotina, o darce e o anaconda.

G.

Gi (kimono) – o uniforme usado nos treinos e competições de jiu-jitsu brasileiro, composto de paletó, calça e faixa. Oferece pegadas que definem toda uma dimensão do jogo.

Granby roll – um rolamento sobre o ombro usado para recuperar a guarda ou escapar de uma posição ruim. Muito usado na retenção de guarda.

Grappling – o combate de agarre em geral: controles, quedas, imobilizações e finalizações, sem golpes. O JJB é uma forma de grappling, assim como a luta olímpica, o judô e o sambo.

Grip fighting (disputa de pegada) – a batalha pelas pegadas no kimono ou no corpo do adversário. Quem vence a disputa de pegadas geralmente controla a luta.

Guarda (guard) – a família de posições em que o lutador de baixo usa as pernas para controlar o adversário. É a grande especificidade do JJB: estar de costas no chão não é derrota, é plataforma de ataque. Existem dezenas de variações (fechada, aberta, borboleta, De la Riva, aranha, X-guard…).

Guard pass (passagem de guarda) – uma técnica para ultrapassar as pernas do adversário e chegar a uma posição de controle. Vale 3 pontos na IBJJF.

Guard retention (retenção de guarda) – o conjunto de técnicas para impedir o adversário de passar sua guarda. Um aspecto muitas vezes negligenciado mas essencial do jogo de guarda moderno.

Guilhotina (guillotine choke) – uma finalização que usa os braços para comprimir o pescoço do adversário pela frente, enrolando um braço na cabeça. Sua variação mais temida, a Marcelotine, leva o nome de Marcelo Garcia.

H.

Half guard (meia-guarda) – uma posição em que o lutador de baixo controla apenas uma perna do adversário entre as suas. Vista por muito tempo como posição de sobrevivência, virou uma plataforma de ataque completa (deep half, knee shield, lockdown…).

Heel hook (chave de calcanhar) – uma finalização que ataca o joelho girando o calcanhar. Considerada uma das mais perigosas porque lesiona antes de doer. Proibida de kimono na IBJJF; permitida no no-gi a partir da faixa marrom.

Hip escape / Shrimp (fuga de quadril) – o movimento básico mais importante do JJB: empurrar o quadril para trás deslocando-se para o lado para criar espaço. Usado em quase todas as fugas.

Hook (gancho) – o uso do pé ou do calcanhar para se prender ao corpo do adversário. Os ganchos na pegada das costas são o que mantém a posição (4 pontos IBJJF).

I.

IBJJF (International Brazilian Jiu-Jitsu Federation) – a principal federação internacional de jiu-jitsu brasileiro, fundada por Carlos Gracie Jr. Organiza o Mundial, o Europeu e o Pan-Americano.

Inversão – virar sobre os ombros, pernas acima da cabeça, para defender a guarda ou atacar (berimbolo, entradas de leg lock). Marca do jogo de guarda moderno.

Inverted triangle (triângulo invertido) – uma finalização que usa as pernas para comprimir o pescoço do adversário em configuração invertida em relação ao triângulo clássico.

J.

Jiu-Jitsu Brasileiro – uma arte marcial e esporte de combate focado na luta de solo, nos controles e nas finalizações. Desenvolvido no Brasil pela família Gracie a partir do judô e do jiu-jitsu japonês.

Joint lock (chave articular) – a categoria de finalizações que forçam uma articulação além do limite natural: cotovelo, ombro, punho, joelho, tornozelo ou coluna.

K.

K-guard – uma guarda moderna em que o lutador de baixo forma um “K” com as pernas contra a perna do adversário, para subir às costas ou entrar nos leg locks. Popularizada por Lachlan Giles no ADCC 2019.

Kimono → veja Gi.

Kimura – uma finalização que gira o ombro do adversário controlando o punho com uma pegada em “figura 4”. Batizada em homenagem ao judoca Masahiko Kimura, que venceu Helio Gracie com essa técnica em 1951.

Knee-on-belly (joelho na barriga) – uma posição de controle com um joelho no abdômen do adversário. Vale 2 pontos na IBJJF.

Kneebar (chave de joelho) – uma finalização que hiperestende o joelho do adversário, no mesmo princípio de um armlock aplicado à perna. Proibida abaixo da faixa marrom na IBJJF.

Knee shield – uma guarda que usa o joelho como escudo para manter o adversário à distância e criar aberturas para ataques e raspagens. Veja também Z-guard.

Knee slide pass (knee cut) – uma passagem de guarda em que o atacante desliza um joelho através da guarda do adversário. Uma das passagens mais eficazes, usada em todos os níveis.

L.

Lapel choke – a categoria de finalizações que usam a lapela do kimono do adversário para estrangular.

Lapel guard – a família de guardas que usam a lapela do kimono (a sua ou a do adversário) como ferramenta de controle. Popularizada por Keenan Cornelius (worm guard, squid guard…).

Lasso guard (guarda laço) – uma guarda aberta em que o lutador de baixo enrola a perna no braço do adversário segurando a manga. Muito eficaz para quebrar a postura e impedir passagens.

Leg drag – uma passagem de guarda em que o atacante puxa a perna do adversário para o lado para chegar ao side control. Rápida e eficaz, marca registrada da equipe Atos.

Leg lock (chave de perna) – o termo genérico para todas as finalizações que atacam as pernas: tornozelos (chave reta, toe hold), joelhos (kneebar, heel hook) ou compressões (calf slicer). Marginalizadas por muito tempo, tornaram-se centrais no grappling moderno.

Lockdown – uma técnica de meia-guarda em que o lutador de baixo entrelaça as pernas na perna do adversário para prendê-la. Popularizada pelo 10th Planet Jiu-Jitsu.

Loop choke – um estrangulamento rápido usando a gola do kimono, muitas vezes da guarda aberta ou em transição, “laçando” a cabeça do adversário.

M.

Marcelotine – a variação de guilhotina popularizada por Marcelo Garcia, caracterizada por um controle alto do punho (high-wrist) e um encaixe de quadril que a torna muito difícil de defender. Contração de “Marcelo” e “guillotine”.

Mata-leão (rear naked choke, RNC) – a finalização executada das costas do adversário, enrolando um braço no pescoço dele, sem usar o kimono. Considerado o estrangulamento mais eficaz do JJB e do MMA.

Montada (mount) – uma posição de dominação em que um lutador senta sobre o tronco do adversário. Vale 4 pontos na IBJJF.

N.

No-gi – o treino ou a competição sem kimono, de rashguard e bermuda. O estilo no-gi dá mais ênfase aos underhooks, ao wrestling e às chaves de perna.

North-south (cem quilos invertido / norte-sul) – uma posição de controle em que um lutador está sobre o adversário, de cabeça para baixo em relação a ele, peito contra peito.

North-south choke – um estrangulamento executado da posição norte-sul usando o braço e o ombro para comprimir o pescoço. Foi com essa técnica que Marcelo Garcia finalizou Masakazu Imanari no seu retorno no ONE 170, aos 41 anos.

O.

Omoplata – uma finalização que usa as pernas para aplicar uma chave de ombro a partir da guarda. Também usada como raspagem e posição de controle.

Open guard (guarda aberta) – qualquer guarda em que as pernas do lutador de baixo não estão cruzadas atrás das costas do adversário. Inclui De la Riva, guarda aranha, laço, borboleta, X-guard…

Oss – a saudação usada nas academias de jiu-jitsu para demonstrar respeito, concordar ou encorajar.

Overhook (whizzer) – um controle que passa o braço por cima do braço do adversário para anular o underhook dele.

P.

Passing (passagem de guarda) – ultrapassar as pernas do adversário para chegar a uma posição de controle (side control, montada, costas). Um dos aspectos mais importantes do JJB.

Penalidade (penalty) – a sanção dada pelo árbitro por falta de combatividade, pegada ilegal ou comportamento antidesportivo. As penalidades se acumulam e podem levar à desclassificação.

Postura – a posição do tronco e da cabeça em relação ao adversário. Na guarda fechada, manter boa postura (costas retas, cabeça erguida) é essencial para evitar finalizações.

Pressure pass (passagem de pressão) – uma passagem de guarda baseada na pressão e no peso do corpo para esmagar a guarda do adversário. Estilo associado a Bernardo Faria e à escola brasileira tradicional.

Professor – o termo para um instrutor ou treinador de jiu-jitsu brasileiro, geralmente faixa preta.

Pull guard (puxar para a guarda) – puxar o adversário para a sua guarda no início da luta, em vez de disputar a queda.

Q.

Quarter guard – uma posição de transição em que o lutador de baixo controla apenas o pé ou o tornozelo do adversário. Muitas vezes a última linha de defesa antes de uma passagem completa.

Queda → veja Takedown.

R.

Rashguard – a camisa justa usada sob o kimono ou no no-gi para proteger a pele de atritos e infecções.

Raspagem → veja Sweep.

Rear naked choke → veja Mata-leão.

Reverse triangle – uma finalização que usa as pernas para comprimir o pescoço do adversário por cima, em configuração invertida.

Roll – um round de treino livre no JJB. “Rolar” significa fazer sparring.

Rubber guard – uma guarda fechada em que o lutador de baixo usa a flexibilidade para colocar o pé atrás da cabeça do adversário. Sistema desenvolvido por Eddie Bravo (10th Planet).

S.

S-mount – uma variação da montada em que o atacante coloca uma perna em posição alta perto da cabeça do adversário. A posição ideal para o armlock da montada.

Saddle (411, inside sankaku) – um entrelaçamento de pernas em que o atacante controla a perna do adversário por dentro, entre as duas pernas. A posição rainha dos heel hooks no grappling no-gi moderno.

Sandbagging – permanecer de propósito numa faixa inferior para dominar a categoria em competição. Malvisto na comunidade do JJB.

Scarf hold (kesa gatame) – uma posição de controle lateral herdada do judô, controlando a cabeça e um braço do adversário.

Scissor sweep (raspagem de tesoura) – uma raspagem clássica da guarda fechada usando as pernas em tesoura para reverter o adversário. Muitas vezes a primeira raspagem ensinada aos iniciantes.

Seatbelt grip (cinto de segurança) – uma pegada de controle das costas com um braço por cima do ombro e o outro por baixo da axila, mãos unidas no peito. O controle prioritário, antes mesmo dos ganchos.

Side control (cem quilos) – uma posição de controle deitado perpendicularmente sobre o lado do adversário, após passar a guarda (3 pontos IBJJF pela passagem).

Single leg – uma queda em que o atacante agarra uma única perna do adversário.

Single leg X-guard (SLX) – uma guarda que enrola as pernas em uma única perna do adversário, com um pé no quadril. Ponte entre a guarda borboleta e a X-guard, e porta de entrada para os ataques de perna — um pilar do sistema de Marcelo Garcia.

Sleeve grip (pegada na manga) – uma pegada na manga do kimono do adversário. Essencial para o jogo de guarda aberta (aranha, laço…).

Smash pass – uma passagem de pressão em que o atacante esmaga as pernas do adversário para um lado para ultrapassá-las.

Sparring – o treino livre de luta. Também chamado de “rola” no JJB brasileiro.

Spider guard (guarda aranha) – uma guarda aberta controlando as mangas do adversário com os pés nos bíceps dele. Muito forte para administrar a distância no kimono.

Sprawl – uma técnica para defender uma queda jogando rapidamente o quadril para trás e as pernas para longe do adversário.

Stack pass – uma passagem de guarda em que o atacante empilha o adversário sobre os próprios ombros empurrando as pernas dele em direção à cabeça.

Stalling (luta parada) – não buscar progredir na luta, travar o jogo de propósito. Penalizado pelo árbitro em competição.

Submission (finalização) – a técnica que força o adversário a desistir batendo, pela dor ou pelo risco de lesão. Inclui estrangulamentos e chaves articulares. O objetivo máximo do JJB.

Sweep (raspagem) – uma reversão executada a partir da guarda para terminar em posição dominante. Vale 2 pontos na IBJJF.

T.

Takedown (queda) – uma técnica para levar um adversário em pé ao solo. Vale 2 pontos na IBJJF.

Tap / Bater – bater no adversário, no tatame ou em si mesmo para sinalizar a desistência diante de uma finalização. A regra de segurança mais importante do JJB: bata cedo, treine por muito tempo.

Top player (passador) – um lutador que prefere lutar por cima, passando a guarda e controlando.

Toreando pass (toreada) – uma passagem de guarda rápida agarrando as pernas do adversário e empurrando-as para o lado, como um toureiro. Eficaz de kimono e no no-gi.

Transição – a passagem de uma posição para outra. A fluidez das transições é o que distingue os praticantes avançados.

Triângulo (triangle choke) – uma finalização que usa as pernas para formar um triângulo em volta do pescoço e de um braço do adversário, comprimindo as carótidas. Uma das finalizações emblemáticas do JJB.

Truck – uma posição de controle atrás do adversário com um gancho profundo entre as pernas dele. Popular no no-gi e no sistema 10th Planet, é a porta de entrada do twister.

Turtle (quatro apoios / tartaruga) – uma posição defensiva de joelhos e mãos no chão, de costas para o adversário. Posição de transição, não um lugar para ficar.

Twister – uma finalização que aplica uma torção da coluna. Rara e espetacular, popularizada por Eddie Bravo. Proibida na IBJJF.

U.

Underhook – um controle que passa o braço por baixo do braço do adversário. Ter o underhook é muitas vezes a chave para controlar a posição, na meia-guarda e em pé.

V.

Vale-tudo – as primeiras lutas sem regras no Brasil, onde o JJB da família Gracie provou seu valor contra os outros estilos — inclusive contra a Luta Livre, sua grande rival histórica.

W.

Warm-up (aquecimento) – a parte do treino antes da técnica e do sparring. No JJB inclui muitas vezes movimentos específicos como a fuga de quadril, o granby roll e os amortecimentos de queda.

Worm guard – uma guarda criada por Keenan Cornelius usando a lapela do kimono do adversário enrolada na perna para criar um controle muito difícil de quebrar.

Wrestle-up – levantar-se a partir da guarda para completar uma queda (muitas vezes um single leg), em vez de raspar. Marca do grappling moderno influenciado pelo wrestling.

Wrist lock (mão de vaca) – uma finalização que ataca a articulação do punho. Conhecida como uma finalização “traiçoeira” porque chega rápido e de surpresa.

X.

X-guard – uma guarda aberta em que o lutador de baixo coloca as pernas em X entre as pernas do adversário para desequilibrá-lo. Excelente para raspagens, mesmo contra adversários mais pesados. Popularizada por Marcelo Garcia, que fez dela um pilar do seu sistema.

Y.

Yellow belt (faixa amarela) – uma das faixas do sistema infantil da IBJJF (cinza, amarela, laranja, verde), antes da passagem ao sistema adulto aos 16 anos.

Z.

Z-guard – uma variação da meia-guarda em que o lutador de baixo usa o joelho como escudo (knee shield) para manter a distância. Muito popular no alto nível.

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