UFC BJJ 7: resultados completos, análise e balanço da noite
Por BJJ-Rules | 3 de abril de 2026 | Meta APEX, Las Vegas, Nevada Introdução: cinco finalizações, dois campeões novos, e finalmente espetáculo Depois de duas edições frustrantes em matéria de...

Por BJJ-Rules | 3 de abril de 2026 | Meta APEX, Las Vegas, Nevada
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Introdução: cinco finalizações, dois campeões novos, e finalmente espetáculo
Depois de duas edições frustrantes em matéria de espetáculo (uma finalização em oito combates no UFC BJJ 6, duas em nove no UFC BJJ 5), já dava para questionar se o formato do bowl realmente era capaz de produzir as finalizações que o público espera. O UFC BJJ 7 respondeu da melhor maneira possível: cinco finalizações em oito combates, duas trocas de cinturão, e um main event que empurrou o campeão Andrew Tackett ao limite.
No papel, o card tinha tudo: três disputas de cinturão, o retorno esperado de Nicholas Meregali (que acabou sendo cortado), a estreia de Lucas Valente contra Carlos Henrique numa quadrilogia carregada de história, e um main event geracional entre Tackett (22 anos) e Vagner Rocha (43 anos). Na prática, a noite entregou. E um pouco mais!
Rebeca Lima arrancou o título featherweight feminino de Aurélie Le Vern, Lucas Valente destronou Henrique com um foot lock no terceiro round no que pode ficar como o round do ano, e Tackett sobreviveu ao esforço heroico de Rocha. Dois cinturões trocaram de dono, e o JJB ganhou uma noite à altura das suas ambições.
Resultados completos: UFC BJJ 7
| # | Categoria | Vencedor | vs | Oponente | Resultado | Round / Tempo |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | Peso-pena feminino (145 lbs) | Rana Willink | vs | Carol Joia | Finalização (knee bar) | R3, 2:34 |
| 2 | Peso-pena (145 lbs) | Raphael Ferreira | vs | Kenzo Biyong | Finalização (RNC) | R1, 2:05 |
| 3 | Peso-pesado (265 lbs) | Declan Moody | vs | Patrick Gaudio | Finalização (RNC) | R1, 3:38 |
| 4 | Peso-mosca feminino (125 lbs) | Adele Fornarino | vs | Alex Enriquez | Finalização (knee bar) | R1, 2:02 |
| 5 | Peso meio-médio (170 lbs) | Renato Canuto | vs | Yonathan Cardenas | Decisão unânime | 3 rounds |
| 6 | 🏆 Peso-pena feminino (145 lbs) | Rebeca Lima | vs | Aurélie Le Vern (c) | Decisão unânime | 3 rounds |
| 7 | 🏆 Peso-leve (155 lbs) | Lucas Valente | vs | Carlos Henrique (c) | Finalização (foot lock) | R3, 3:07 |
| 8 | 🏆 Peso meio-médio (170 lbs) | Andrew Tackett (c) | vs | Vagner Rocha | Decisão unânime | 3 rounds |
Premiações do UFC BJJ 7:
Luta da noite: Andrew Tackett vs Vagner Rocha.
Finalizações da noite: Declan Moody e Raphael Ferreira.
Luta por luta: resumo e análise
Luta 1: Rana Willink vs Carol Joia (Peso-pena feminino, 145 lbs)
Resultado: Willink por finalização (knee bar), R3 aos 2:34

Muito trabalho em pé nos dois primeiros rounds, com Joia impondo sua pressão física e Willink usando a inclinação do bowl de forma inteligente para defender os takedowns. A virada chegou no terceiro round: Willink isolou a perna de Joia, desconectou a defesa do pé oposto e travou uma knee bar limpa. O tap foi imediato. Primeira vitória no bowl para a filha de Jocko Willink, que seguiu o plano de jogo do pai à risca.
Luta 2: Raphael Ferreira vs Kenzo Biyong (Peso-pena, 145 lbs)
Resultado: Ferreira por finalização (RNC), R1 aos 2:05 🏅 Finalização da noite

A estreia mais espetacular da noite. Raphael Ferreira, 18 anos, luta desde os 5, e dá para perceber. O prodígio de Utah é um furacão: acrobático, explosivo, talvez um tiquinho agressivo demais em alguns momentos, mas incrivelmente divertido de assistir. Sua passagem para as costas de Biyong foi de uma fluidez desconcertante, quase despretensiosa. Ele sobe, se instala, desliza o antebraço por baixo do queixo, e acabou. Biyong sacudiu o dedo como quem diz “tô de boa”, mas não estava de boa nada.
Dois combates, duas finalizações para abrir a noite. Já dava para sentir que essa edição seria diferente das duas anteriores.
Um destaque sobre Biyong: o holandês, ex-jogador de futebol que virou grappler, usou sua plataforma nesta semana para falar publicamente sobre a irmã que vive com autismo. Sua mensagem viralizou. O resultado não foi favorável, mas seu impacto vai muito além do tatame.
Luta 3: Declan Moody vs Patrick Gaudio (Peso-pesado, 265 lbs)
Resultado: Moody por finalização (RNC), R1 aos 3:38 🏅 Finalização da noite

Hora dos pesados, e dá para sentir na hora: o ritmo desacelera, as trocas ficam mais densas, cada movimento custa mais energia. Moody deveria ter enfrentado Nicholas Meregali, que desistiu de última hora. Gaudio, companheiro de equipe de Meregali, aceitou subir para peso-pesado para salvar o combate. Corajoso, mas a diferença física era real.
Apesar do porte, a luta se manteve ativa: os dois buscaram finalizações e trocaram leg locks. Então Gaudio cometeu um erro bizarro ao entregar as costas numa transição. Moody não perdoou: body triangle, mata-leão, acabou. O australiano, ex-peso-leve que virou peso-pesado, mostrou uma agilidade surpreendente para o seu tamanho. Nicky Rodriguez, parceiro de treino dele, tinha avisado: “Se esse cara chega por cima, ele finaliza todo mundo.” Foi exatamente o que aconteceu.
Três finalizações em três combates. O bowl estava pegando fogo.
Luta 4: Adele Fornarino vs Alex Enriquez (Peso-mosca feminino, 125 lbs)
Resultado: Fornarino por finalização (knee bar), R1 aos 2:02

Revanche entre as duas, dessa vez dentro do bowl. E Fornarino mostrou por que é considerada uma das melhores guardeiras do JJB mundial, independentemente de gênero ou peso. A australiana se instalou na guarda com uma tranquilidade quase teatral, sempre olhando para o mesmo lugar enquanto fingia não estar olhando para nada. Quando conseguiu o que queria (a perna), acabou. A knee bar era inevitável.
Quatro finalizações em quatro combates. A diferença de nível era grande demais para durar mais do que isso. Fornarino, campeã mundial do ADCC na categoria e no absoluto, pediu o cinturão dos 125 lbs e falou na possibilidade de se tornar a primeira dupla campeã do UFC BJJ. Com 10 straight ankle locks nas últimas 17 vitórias segundo o BJJ Heroes, ela tem as armas para isso.
Um momento à parte: Fornarino viralizou nesta semana com uma foto ao lado de Sean Strickland. Ela usava uma camiseta com a frase “Everybody watches women’s sports”, e Strickland disse ao chegar: “Mal posso esperar para te ver competir.” O momento rodou as redes sociais, e Fornarino aproveitou para reforçar a mensagem: “Podem falar o que quiserem. No final, estão todos assistindo.” Recado forte para o JJB feminino.
Luta 5: Renato Canuto vs Yonathan Cardenas (Peso meio-médio, 170 lbs)
Resultado: Canuto por decisão unânime

O combate menos empolgante da noite. Canuto, ex-desafiante ao título meio-médio, dominou taticamente mas nunca encontrou a finalização. Cardenas, primeiro chileno da história do UFC BJJ (veterinário de profissão, ex-boxeador que virou lutador de JJB), mostrou coragem mas faltava nível para competir de verdade. O destaque ficou para a tentativa de D’Arce choke de Canuto no primeiro round e suas transições fluidas no terceiro, mas nada marcante.
Luta 6: 🏆 Rebeca Lima vs Aurélie Le Vern (c), título Peso-pena feminino (145 lbs)
Resultado: Lima por decisão unânime, nova campeã peso-pena feminino

Uma derrota dolorosa para Aurélie Le Vern, primeira campeã da história do UFC BJJ feminino, que perdeu o cinturão na primeira defesa diante de Rebeca Lima. E a vitória da brasileira foi amplamente merecida.
Lima construiu seu combate inteiro em cima de uma única arma: a guarda fechada. E que arma. Toda vez que Le Vern caía dentro daquela closed guard, o tempo parava. Impossível passar. Impossível criar espaço. Cada tentativa de postura era punida com um underhook de perna e um retorno ao ponto zero. É um inferno para enfrentar, e Le Vern nunca achou a solução.
O primeiro round foi claramente de Lima: back take perigoso com tentativa de mata-leão, depois explosão da guarda para terminar por cima nos últimos segundos. Os comentaristas mencionaram um possível 10-8. No segundo round, Le Vern tentou trabalhar por cima, mas Lima puxava sistematicamente a posição de volta para a closed guard. No terceiro, o combate virou um duelo de leg locks: Le Vern encontrou uma knee bar interessante, mas Lima respondeu com um Aoki lock nos últimos segundos.
Decisão unânime: Lima é a nova campeã. Não foi o combate mais espetacular da noite, mas tecnicamente, Lima estava claramente acima. Os erros de Le Vern foram mais frequentes (incluindo dois momentos em que entregou as costas). Infelizmente, a francesa simplesmente não fez o suficiente para manter o cinturão.
Dois cinturões em Midland, Texas
Lima se junta à sua companheira de equipe Cassia Moura no hall de campeãs do UFC BJJ. Dois cinturões no mesmo teto, no Bastos Jiu-Jitsu em Midland, Texas, para duas cariocas que deixaram o Rio para recomeçar nos Estados Unidos. Lima nem era a oponente prevista (substituiu Brianna Ste-Marie, cortada por lesão). Quando Bruno Bastos avisou que Le Vern queria uma adversária, a resposta de Lima foi instantânea: “Nem precisa perguntar. Coloca meu nome.”
A França perde seu cinturão. É uma pena, mas foi merecido.
Luta 7: 🏆 Lucas Valente vs Carlos Henrique (c), título Peso-leve (155 lbs)
Resultado: Valente por finalização (foot lock), R3 aos 3:07, novo campeão peso-leve

A luta da noite. E possivelmente o round do ano no JJB.
Contexto: uma quadrilogia. Valente estava 3-0 contra Henrique antes desta noite (duas vitórias no IBJJF, uma em regras especiais). Henrique, campeão do UFC BJJ desde a primeira temporada, havia chamado Valente de “boring” na mídia. Os dois são brasileiros, os dois também lutam MMA (Valente é 4-0, Henrique lutou no Fury FC no mês passado). A rivalidade é real, pessoal e carregada.
Os dois primeiros rounds foram táticos. Valente empurrou Henrique contra a rampa do bowl, buscou as costas, tentou entradas de perna. Henrique respondeu com pressão física, snaps na cabeça e um cardio impressionante. O combate estava apertado, difícil de pontuar.
Aí veio o terceiro round. E tudo explodiu. Henrique tentou um flying armbar espetacular. Valente sobreviveu. Os comentaristas compararam a sequência a um knockdown no boxe seguido de uma contagem de proteção. Logo em seguida, Valente, cansado mas lúcido, contra-atacou. Agarrou a perna de Henrique, travou um straight ankle lock, e conseguiu a finalização aos 3:07. Troca de cinturão. O novo campeão levantou o filho de 8 meses acima da cabeça “igual ao Rei Leão”, segundo os comentaristas.
“Meu mestre Draculino me ligou antes da luta. Ele disse: eu não sei se vai ser no primeiro, no segundo ou no terceiro round, mas a gente vai finalizar. Eu só acreditei.” — Lucas Valente
Valente também compartilhou suas ambições: se tornar o “Triple C” do JJB. Campeão mundial IBJJF (já é), campeão UFC BJJ (feito nesta noite), e um dia campeão do UFC no MMA. Vamos ficar de olho.
Luta 8: 🏆 Andrew Tackett (c) vs Vagner Rocha, título Peso meio-médio (170 lbs)
Resultado: Tackett por decisão unânime, mantém o título (3ª defesa) 🏅 Luta da noite

22 contra 43. O rosto do UFC BJJ contra um veterano. No papel, esperava-se uma demonstração de Tackett. Na realidade, Vagner Rocha deu ao campeão a luta mais difícil da sua carreira no bowl.
Tackett controlou a maior parte do combate: takedowns, tentativas de guilhotina, pressão por cima, controle das costas no terceiro round. Mas Rocha aguentou tudo. Guilhotinas, heel hooks, ankle locks, knee bars: nada o abalava. O veterano de 43 anos, com punhos “grossos como tacos de baseball”, defendeu cada tentativa de finalização com uma calma desconcertante. O famoso “dedo balançando em negativa” após sobreviver a um ankle lock no primeiro round ficará como um dos momentos mais saborosos da noite.
No segundo round, Tackett confessou ao seu corner ter “estourado uma costela”. Uma lesão recorrente para ele. Mesmo assim, conseguiu pegar as costas de Rocha no terceiro round e controlar os minutos finais com um body triangle. Rocha tentou um último ankle lock nos segundos finais, mas faltou tempo.
Decisão unânime para Tackett, que vai a 5-0 no bowl. Vitória merecida, e a pegada de costas no terceiro round provavelmente selou o resultado. Porém, ver Rocha, 43 anos e três semanas de preparação, aguentar 15 minutos sem nunca estar em perigo real de finalização, coloca uma nota de interrogação no discurso do campeão imbatível. Tackett venceu, mas não dominou como se esperava.
Rocha, o herói sem vitória
Mesmo assim, Rocha foi imenso na derrota. Sua mensagem pós-luta resume tudo: “Fala de novo que 43 anos é velho demais. Tô aqui. Eu disse sim quando 20 disseram não. E fiz o campeão trabalhar até o último segundo.”
Tackett depois renovou o apelo: “Quem quer o cinturão? Parem de dizer não.” A comunicação oficial do UFC BJJ insiste nas 20 recusas, mas a realidade é mais complexa: o grappling mundial tem atletas capazes de desafiar Tackett (Murasaki, Gracie, e muitos outros). O verdadeiro desafio é trazê-los para a plataforma e oferecer condições que os motivem a assinar. O problema não é falta de rivais. É a atratividade dos contratos.
Balanço editorial: a noite que o UFC BJJ nos devia
O que funcionou
Espetáculo, finalmente. Cinco finalizações em oito combates. Os quatro primeiros terminaram em finalização. Depois de duas edições decepcionantes nesse quesito, o UFC BJJ 7 lembrou a todos por que esse formato existe. O contraste com as edições 5 e 6 é gritante, e é uma ótima notícia para a credibilidade da plataforma.
Valente vs Henrique, round 3. O round do ano. Um flying armbar do campeão, um contra-ataque imediato do desafiante, um foot lock devastador. É o tipo de sequência que faz o esporte explodir.
A nova geração. Raphael Ferreira (18 anos, RNC no R1), Declan Moody (peso-pesado, RNC no R1), Adele Fornarino (knee bar no R1, quer o cinturão dos 125): o UFC BJJ constrói seu futuro com perfis espetaculares e finalizadores. É o melhor cartão de visita para atrair novos espectadores.
Vagner Rocha. O herói da noite não venceu. 43 anos, três semanas de preparação, um combate contra o campeão invicto da divisão, e aguentou 15 minutos empurrando Tackett ao limite. O anti-herói perfeito. UFC BJJ precisa de mais competidores com essa mentalidade.
O que faltou
Meregali, cortado de novo. Anunciado como uma das atrações principais, o brasileiro mais uma vez precisou se retirar. Seu retorno no UFC BJJ 5 foi trabalhoso, e não foi mais visto desde então. A divisão peso-pesado precisa dele, mas o corpo não acompanha. A questão da sua confiabilidade se torna séria.
Le Vern perde o cinturão. A primeira campeã feminina da história do UFC BJJ não fez o suficiente para manter o título. Erros técnicos demais, pouca iniciativa ofensiva diante da guarda fechada de Lima. A vitória de Lima é incontestável.
O “problema” meio-médio. O UFC BJJ comunica sobre 20 recusas antes de Rocha aceitar. É uma narrativa eficaz, mas a realidade é mais complexa: existem atletas no grappling mundial capazes de desafiar Tackett (Murasaki, Gracie, e muitos outros). O verdadeiro desafio é recrutá-los e oferecer condições atrativas. O problema não é falta de rivais. É a atratividade dos contratos.
E agora? O futuro do UFC BJJ
UFC BJJ 8, 21 de maio de 2026: Mikey Musumeci defende seu título bantamweight contra Dantzler no main event. Cassia Moura faz sua primeira defesa do cinturão bantamweight feminino contra Bianca Basilio. Também no card: William Tackett (irmão de Andrew) vs Enrico no middleweight, Azamat Bakytov vs Tommy David, e Danilo Moreira vs Ethan Crelinsten. Card promissor.

Miyao vs Musumeci: ainda não anunciado oficialmente, mas o face-off no UFC BJJ 6 plantou a semente. Com Dancler como desafiante no UFC BJJ 8, esperamos que Miyao seja o próximo. É a luta que o público pede.
A dinastia de Midland, Texas: em poucos meses, dois cinturões femininos (Moura no bantamweight, Lima no featherweight) debaixo do mesmo teto no Bastos Jiu-Jitsu. O pequeno ginásio texano virou o epicentro do JJB feminino mundial. Bruno Bastos merece uma matéria só dele.
A divisão peso-pesado: Meregali cortado, nenhum título criado ainda, mas Declan Moody mandou um recado forte. O australiano quer lutar no 205 ou no peso-pesado. Um Moody vs Mason Fowler pelo título light heavyweight seria um combate fascinante.
Conclusão
O UFC BJJ 7 é a melhor noite da plataforma em muito tempo. Cinco finalizações, duas trocas de cinturão, jovens talentos explodindo, um veterano que se recusa a quebrar, e um round final entre Valente e Henrique que vai ficar na memória. Se a gente soubesse antes, teria assistido cada segundo sem medo de tédio. Essa edição prova que o formato do bowl pode entregar espetáculo de elite quando os competidores aceitam correr riscos.
O JJB está vivo. O UFC BJJ cresce. E pela primeira vez em vários eventos, dá vontade de dizer: que venha o próximo.
Encontro marcado para 21 de maio no UFC BJJ 8. O show continua!
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