Jiu-jitsu brasileiro: o conflito CFJJB – France Judo explicado
O jiu-jitsu brasileiro (JJB) é uma arte marcial de combate no solo, nascida no Brasil no início do século XX. Na França, conta hoje com mais de 31.000 praticantes. Mas...

O jiu-jitsu brasileiro (JJB) é uma arte marcial de combate no solo, nascida no Brasil no início do século XX. Na França, conta hoje com mais de 31.000 praticantes. Mas desde 2024, a disciplina está presa em um conflito entre duas estruturas: a CFJJB, que a desenvolveu por 20 anos, e a France Judo, que afirma recentemente ter autoridade legal para controlá-la.
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Por trás desse conflito, esconde-se uma questão simples: por que criar uma estrutura concorrente à CFJJB para desenvolver o JJB na França? Uma história de apropriação e reconhecimento recusado que é hora de contar.
Uma História que Muitos Esqueceram
David Giorsetti: O Pioneiro
Há mais de 25 anos, quando nenhuma estrutura existia e ninguém falava de jiu-jitsu brasileiro na França, David Giorsetti foi ao Brasil para aprender esta arte marcial.

Lá, ele treinou ao lado dos Gracie. E ainda teve a chance incrível de rolar com Hélio Gracie, fundador do jiu-jitsu brasileiro, então com 86 anos.
Quando voltou à França, não tinha apoio, nem infraestrutura, nem reconhecimento oficial. Mas tinha uma convicção: o jiu-jitsu brasileiro merecia existir ali, em sua forma autêntica.
Ele ensinou, organizou, formou os primeiros instrutores. Criou uma cultura antes de criar um esporte.
Para os nostálgicos, aqui está uma luta de David Giorsetti em dezembro de 1997. Muitos lutadores da nova geração nem tinham nascido ainda!
2004: O Nascimento da CFJJB
Com alguns outros pioneiros, David Giorsetti fundou a Confederação Francesa de Jiu-Jitsu Brasileiro (CFJJB) em 2004.
A CFJJB não é fruto de um acordo político ou de uma apropriação institucional. É uma criação de base, montada para atender a três necessidades que ninguém cobria:
- Organizar competições adaptadas ao JJB
- Estruturar a formação dos instrutores
- Representar a França junto à IBJJF (International Brazilian Jiu-Jitsu Federation)
O objetivo era estruturar o esporte sem descaracterizá-lo. Formar instrutores segundo os padrões internacionais. Manter a ligação com a IBJJF para que as faixas entregues na França fossem reconhecidas em todo o mundo. Preservar essa cultura particular do JJB: os open mats, o espírito comunitário, a autonomia dos clubes.

Em 2004, o JJB francês era algumas centenas de praticantes espalhados. Sem estrutura nem competições organizadas, e muito menos formações. Durante 20 anos, David Giorsetti e a CFJJB construíram tudo, metodicamente.
O Resultado, 20 Anos Depois
Em 2025, os números falam por si:
- Mais de 31.000 filiados (uma das comunidades de JJB mais fortes da Europa)
- Mais de 500 clubes espalhados por todo o território
- 1.000 professores formados via CAF (Certificat d’Animateur Fédéral), um diploma específico de JJB criado pela CFJJB
- Parceria com a Região Île-de-France
- Organização de competições nacionais e internacionais
- Forte ligação com a IBJJF: as faixas entregues na França são reconhecidas mundialmente
- Dezenas de atletas franceses reconhecidos internacionalmente
Tudo isso foi feito sem delegação ministerial, sem subsídio estatal massivo, sem a infraestrutura de uma grande federação. Apenas o investimento dos clubes, o engajamento dos instrutores, a visão de um pioneiro, e um país de apaixonados (fizemos um artigo sobre isso).
É esse homem, com essa trajetória, que a France Judo recruta em 2024.
2021: O Ano em que Tudo Mudou
O Recrutamento Surpresa
Julho de 2021. A France Judo contata David Giorsetti para criar uma estrutura “jujitsu” global dentro da federação, agrupando todas as suas variantes (Fighting System, Duo System, Newaza). Notemos aqui que o “jiu-jitsu brasileiro” difere no nome e na prática do “jujitsu”, qualquer que seja sua forma. Aliás, esse é um dos pontos-chave dessa confusão, voltaremos a isso. De fato, como indica David Giorsetti, o “jiu-jitsu brasileiro é primo do jujitsu” mas se distingue pela prática no solo, que está no coração do JJB. Portanto, não é o mesmo esporte.

Giorsetti aceita a proposta da France Judo porque pensa poder contribuir para um desenvolvimento que respeite a identidade do JJB dentro da federação. Mas rapidamente, ele descobre outra realidade.
A Ruptura (2025)
Em 2025, David Giorsetti publica uma carta aos filiados da CFJJB explicando por que rompe com a France Judo:
“Recrutado pela France Judo para trazer minha expertise, recusei participar de um projeto sem diálogo real, sem transparência orçamentária, sem integração às reuniões estratégicas, com tomada de decisão centralizada. Recusei sobretudo ser associado a um projeto que na realidade era apenas uma tentativa de descaracterizar o jiu-jitsu brasileiro e tomar o controle da CFJJB, com transferência de licenças e integração forçada na estrutura da France Judo.”
A CFJJB então se filia à ASPTT, uma federação multidesportiva aprovada pelo ministério. Por outro lado, a France Judo lança sua própria seção de JJB, sem a CFJJB nem os 31.000 filiados, e sem os clubes históricos.
O que Diz a France Judo
Em novembro de 2025, David Inquel, diretor técnico nacional da France Judo, concede uma longa entrevista para defender a posição de sua federação. O discurso é bem ensaiado, os argumentos bem calibrados.
“Temos a Delegação Ministerial”
Segundo David Inquel: “A Federação Francesa de Judô e Jujitsu é delegada sobre o conjunto das práticas de jujitsu, incluindo a prática brasileira. Foi o ministério que nos confirmou isso.”
Para a France Judo, não se trata portanto de “recuperar” o JJB, mas de exercer uma missão de serviço público. Essa missão lhes dá o poder de entregar as faixas oficiais, de organizar os títulos de campeão da França, de acompanhar o alto nível com bolsas e status de atleta.
David Inquel insiste: “As faixas em judô e jujitsu são faixas de Estado. É como o vestibular: sua escola te prepara, mas é o Estado que entrega o diploma.”
“Vamos Separar as Faixas de Judô e Jujitsu”
A France Judo também anuncia uma decisão esperada: “Vamos dividir as faixas entre judô e jujitsu. Quando alguém for faixa preta de judô, não será mais automaticamente faixa preta de jujitsu. É uma verdadeira revolução dentro de nossa federação.”
Essa separação, prevista para o ano letivo de 2026, responde a uma das críticas maiores da comunidade de JJB: até aqui, uma faixa em judô valia automaticamente em jujitsu. A France Judo reconhece portanto que o judô difere do jujitsu. Mas não que o jujitsu e o jiu-jitsu brasileiro são duas coisas diferentes.
“Respeitamos a Cultura do JJB”
David Inquel, 5º dan de judô, insiste: “O vocabulário brasileiro, os kimonos pretos, a música durante o treino, a graduação de faixa… tudo isso faz parte da cultura. Não queremos apagar isso. Quando faço judô, gosto do silêncio e do kimono branco. Quando faço JJB, gosto da música e do ambiente.” Os praticantes de JJB certamente vão apreciar que seu esporte seja tão desconhecido que se resume, para David Inquel, a uma boa festa com ambiente brasileiro no tatame…
“Criamos Diplomas Específicos”
Sobre a formação de professores: “O objetivo é dissociar as formações para que estejam ligadas à especificidade da disciplina. Vamos criar CQPs de jujitsu, depois BPs. E para aqueles que já ensinam há 10-15 anos, prevemos VAEs em vez de impor um ano de formação.” Voltaremos a este ponto, mas parece difícil imaginar uma situação onde praticantes experientes de jiu-jitsu brasileiro teriam que validar sua experiência junto a judocas para ainda ter o direito de ensinar.
“Há Espaço para Todo Mundo”
A France Judo se defende de querer o monopólio: “Não estamos em monopólio. Há muitas federações com as quais trabalhamos em judô: UNSS, UGSEL, FSCF, FSGT. Pensamos poder alcançar 200.000 a 250.000 novos praticantes. E não somos contra a CFJJB. Há espaço para todo mundo.”
A ambição declarada: “Quando tivermos 200.000 praticantes de jujitsu em nossa federação, todas as ofertas que propomos em judô (competições, formações, acompanhamento de alto nível) serão implementadas para o jujitsu.”
David Inquel também menciona os 50.000 praticantes de jujitsu já presentes em sua federação. Mas atenção: este número engloba TODAS as formas de jujitsu (Fighting System, Duo System, Newaza, etc.). Não se trata aqui especificamente do jiu-jitsu brasileiro.
O Verdadeiro Problema Não É Apenas o que É Proposto, Mas Também Quem Propõe
No papel, os argumentos da France Judo são sólidos. Sim, são necessárias faixas reconhecidas pelo Estado. Sim, são necessários diplomas profissionais para ensinar. É preciso um quadro legal para proteger os praticantes. Enfim, são necessários subsídios para desenvolver o alto nível.
Ninguém contesta esses objetivos.
A verdadeira questão está em outro lugar: por que criar uma estrutura paralela em vez de dar esses meios àqueles que construíram o JJB francês durante 20 anos?
Novos Praticantes: Desenvolvimento ou Apropriação?
A France Judo anuncia querer “desenvolver” o JJB. Enquanto isso, a CFJJB já conta com 31.000 filiados puramente de jiu-jitsu brasileiro.
Se o objetivo fosse realmente o desenvolvimento massivo, a lógica teria sido apoiar a estrutura existente que deu certo. Dar à CFJJB os meios de acessar os subsídios públicos, as infraestruturas federais, os dispositivos de alto nível.
Em vez disso, a France Judo cria uma estrutura concorrente. Não para desenvolver o que não existe, mas para recuperar o que já existe.
Diplomas de Estado Necessários… Mas a que Preço e Por Quem?
Sim, diplomas de Estado para ensinar são necessários. É uma proteção para os praticantes, uma garantia de qualidade, um quadro profissional.
Mas vejamos concretamente o que a France Judo propõe: o CQP Monitor de Artes Marciais opção jiu-jitsu brasileiro, organizado pela Dojo Academy (o organismo de formação da France Judo).
A equipe pedagógica:
- Bertrand Amoussou: 6º dan de judô, “Professor de judô titular do BEES 1, de artes marciais, Jujitsu, MMA”
- Christophe Brunet: 6º dan de judô, “Professor de Esporte”, “Diplomado de Estado em Judô jujitsu”, “Faixa marrom de jujitsu”
Judocas, sendo pelo menos um com faixa marrom de jujitsu, vão formar os futuros professores de jiu-jitsu brasileiro. No judô, jamais uma faixa marrom formaria professores. Mas para o JJB, a France Judo considera que é suficiente.
Como vão acontecer as formações? Os candidatos deverão pagar 4.000€ e seguir 162h de formação junto a judocas para obter o direito de ensinar.
Seu diploma só permitirá ensinar até… a faixa azul.
Temos o direito de nos perguntar se vários níveis (pagos) serão necessários no futuro para ensinar faixas superiores.
Enquanto isso, o CAF da CFJJB (Certificado de Animador Federal) já formou 1.000 professores de JJB, reconhecidos internacionalmente via IBJJF.
Por que não apoiar esse sistema que funciona, ajudando-o a obter um reconhecimento oficial? Por que não dar à CFJJB os meios de criar ela mesma um CQP com formadores faixas pretas de JJB, reconhecidos internacionalmente?
Com uma tarifa de 4.000€ por formação e centenas de clubes potencialmente envolvidos, entendemos o interesse econômico. Não é apenas uma questão de delegação ministerial, mas realmente um objetivo de apropriação, por uma federação, de um esporte em plena ascensão.
E no terreno, são também centenas de clubes que se encontrarão de um dia para o outro sem instrutor, a menos que estes possam desembolsar 4.000€ para obter o CQP.
VAE para Professores Experientes: Um Absurdo Administrativo
A France Judo fala de VAE (Validação de Experiência Adquirida) para os instrutores experientes. O princípio é louvável: reconhecer a experiência em vez de impor uma formação completa.
Mas na prática: Vincent Nguyen (múltiplo campeão, formador reconhecido, árbitro da IBJJF) ou Laurence Cousin (pioneira do JJB feminino francês) deveriam passar por uma VAE com dossiê administrativo para serem “reconhecidos” pela France Judo.
Imagine a cena: Vincent Nguyen diante de um júri para provar que sabe ensinar JJB. Laurence Cousin em formação junto a judocas para validar sua competência em jiu-jitsu brasileiro.

É exatamente como pedir a Mbappé para fazer um diploma de educador de futebol entregue pela federação de handebol. Tecnicamente, os dois esportes se jogam com uma bola. Mas…
Usamos este exemplo não sem razão, apesar do absurdo que representa, para acrescentar isto: nessa mesma entrevista, David Inquel compara o jiu-jitsu brasileiro e o judô fazendo um paralelo com Padel e Tênis, com toda seriedade.
Por que lendas do JJB francês deveriam se justificar junto a uma estrutura que não existia nesse esporte há dois anos? Por que não dar à CFJJB o poder de entregar ela mesma esses diplomas de Estado, com júris compostos de verdadeiros especialistas?
Quando as Palavras Traem o Desconhecimento
Na mesma entrevista, outros detalhes revelam o abismo entre o discurso e a realidade do terreno.
David Inquel usa os termos “open map” em vez de “open mat”, e “noji” em vez de “no-gi”. Não são simples erros de pronúncia passageiros. São termos que todo praticante de JJB usa diariamente há anos.
“Open mat” é o treino livre onde todo mundo rola junto, sem hierarquia, sem programa imposto. É o coração da cultura do JJB. “No-gi” é o treino sem kimono, a disciplina que está explodindo atualmente com o ADCC e o UFC.
Esses erros de vocabulário, vindos do diretor técnico nacional supostamente responsável por pilotar o desenvolvimento do jiu-jitsu brasileiro (que é, a título informativo, faixa azul), revelam imediatamente uma falta de prática real, de frequência aos clubes, de imersão na disciplina.
E esse é todo o problema: não se pode desenvolver autenticamente o que não se conhece intimamente.
Ao contrário, a equipe da BJJ-Rules encontrou uma foto de David Giorsetti, presidente da CFJJB, na época em que era faixa azul (por volta de 1997, no Brasil), em companhia de Rolker Gracie e Hélio Gracie, fundador do jiu-jitsu brasileiro.

Por que não confiar o desenvolvimento do JJB àqueles que vivem essa disciplina no dia a dia, que falam naturalmente seu vocabulário, que entendem seus códigos?
As Pequenas Frases Desajeitadas e Desdenhosas
Na entrevista, David Inquel declara: “Vamos falar da CFJJB, assim isso estará resolvido.”
Resolvido. A palavra foi dita. Para 31.000 filiados, 500 clubes, 20 anos de construção, é um “assunto a resolver”. Como um detalhe administrativo de que nos livramos. Não um parceiro a ouvir, não uma comunidade a respeitar. Um problema a resolver.
Para os 31.000 filiados da CFJJB, o JJB não é um “assunto a resolver”. É sua paixão, sua comunidade, às vezes até uma parte importante de suas vidas.
Como se pode pretender desenvolver uma disciplina que se trata com tal desprezo? Como se pode pretender estruturá-la quando não se dedica um grama de atenção a ela nas próprias redes sociais, exceto sua própria versão/visão do “jujitsu”?
Não seria mais lógico confiar o desenvolvimento do JJB àqueles para quem não é um “assunto a resolver”, mas a paixão de toda uma vida?
A Zona de Sombra Jurídica
A France Judo afirma deter a delegação para o JJB com base em uma “confirmação do ministério”. Mas nenhum documento oficial publicado a prova de maneira verificável.
O termo “ju-jitsu” em sua delegação histórica poderia muito bem designar o ju-jitsu tradicional japonês (que aliás será disciplina olímpica em 2028). Considerar que isso inclui automaticamente o jiu-jitsu brasileiro decorre de uma interpretação extensiva.
Visivelmente, alguém no ministério não tomou o tempo de entender que existe uma diferença fundamental entre o ju-jitsu japonês tradicional e o jiu-jitsu brasileiro. Duas disciplinas distintas, com histórias, técnicas, sistemas de faixas e federações internacionais completamente diferentes.
A France Judo se precipita nessa falha administrativa e a apresenta como uma legitimidade incontestável.
As Questões que Permanecem em Suspenso
Várias zonas de sombra persistem. A comunidade de JJB aguarda esclarecimentos.
Sobre a Delegação
- A France Judo pode publicar o documento oficial do ministério mencionando explicitamente o “jiu-jitsu brasileiro” em sua delegação?
- Por que o ministério não considerou dar uma delegação direta à CFJJB?
- Ainda há tempo de corrigir essa decisão e reconhecer a CFJJB como estrutura legítima?
Sobre o Projeto de 2021
- Quais eram exatamente os termos do projeto proposto a David Giorsetti?
- O projeto incluía efetivamente uma “transferência de licenças” da CFJJB para a France Judo?
- Por que esse projeto não foi concebido como um apoio à CFJJB em vez de uma absorção?
Diplomas e Faixas
- Por que não ajudar a CFJJB a transformar seu CAF em diploma de Estado reconhecido?
- Como a France Judo garante a compatibilidade com o sistema IBJJF para que as faixas sejam reconhecidas internacionalmente?
Transparência
- Por que David Giorsetti, recrutado por sua expertise, não teve acesso às reuniões estratégicas nem à transparência orçamentária?
- Qual é o orçamento exato alocado para o desenvolvimento do JJB dentro da France Judo para 2025-2026?
Conclusão: Reconhecimento e Legitimidade
O JJB francês está em um momento crucial.
O verdadeiro desafio não é saber se deve ser estruturado com diplomas de Estado e subsídios.
A resposta é SIM.
Sim, são necessárias faixas de Estado e diplomas profissionais reconhecidos. Sim, é preciso um quadro legal sólido. E sim, são necessários subsídios para o alto nível.
O verdadeiro desafio é saber quem deve pilotar essa estruturação.
O que a comunidade de JJB pede é reconhecimento.
Reconhecimento daqueles que fizeram o trabalho. A possibilidade para a CFJJB de obter finalmente os meios que merece: a delegação ministerial, os diplomas de Estado que poderia entregar com seus próprios especialistas, os subsídios para acompanhar seu desenvolvimento.
A CFJJB não é perfeita. Nenhuma estrutura é. Mas ela tem algo que ninguém mais pode reivindicar: nasceu do terreno, foi construída por pioneiros, representa a alma do jiu-jitsu francês. Possui uma legitimidade cultural e histórica indiscutível.
Uma disciplina não se desenvolve afastando aqueles que a construíram. Ela se desenvolve dando-lhes finalmente as ferramentas para ir mais longe.
No momento em que o esporte explode mundialmente, talvez seja essa alma, e aqueles que a encarnam, que devem finalmente ser reconhecidos e apoiados.
Fontes:
- Carta oficial de David Giorsetti aos filiados da CFJJB (2025)
- Entrevista com David Inquel, diretor técnico nacional da France Judo (novembro de 2025)
- Podcast “On the Road” com Nicolas Renier e Vincent Nguyen (3 de novembro de 2025)
- Site oficial da CFJJB (cfjjb.com)
Nota da redação: BJJ-Rules continuará atualizando a evolução da situação, e permanecemos à inteira disposição da CFJJB e da France-Judo para trazer precisões ou dar-lhes a palavra.





